sexta-feira, 30 de agosto de 2013

SONETO VII


Docemente recordo meu antigo Barreiro,
E saudoso, me lembro das tardes chuvosas,
Enchendo de folhas o enorme terreiro,
E o chão salpicado de roxas amoras.

O ocaso entre as sombras do rola moça
Caiam como brisa após o sol das almas,
Anunciando a noite no revoar da garça,
Turvando as tardes nas branduras calmas.

Tempos das fotos em preto e branco,
Esfumaçadas com as partidas dos trens,
Sucumbidas entre as serras no nevoeiro.

Sou esse idoso sentado num velho madeiro,
Proseando velhas histórias e bobagens,
Perdido nas lembranças do velho Barreiro.


"Esta poesia participou do Concurso Nacional de Literatura Prêmio Cidade de Belo Horizonte - 2012 promovido pela Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte".

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