terça-feira, 3 de setembro de 2013

MINEIRO

Mineiro que é mineiro,
Vê a chuva passar da varanda,
Cinzenta, pesada,
Preguiçosa e calma.
Os telhados molhados,
Os guardas chuvas encharcados,
Goles de cafés em xícaras esfumaçadas,
Se misturando ao vapor das nuvens.

Mineiro que é mineiro,
Gasta o cotovelo debruçado na janela,
Apenas observando a vida passar,

Como faz o remanso dos rios,
Mansamente na direção do mar.



"Esta poesia participou do Concurso Nacional de Literatura Prêmio Cidade de Belo Horizonte - 2012 promovido pela Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte".

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