quinta-feira, 3 de outubro de 2013

FERNANDES TOURINHO

E quantas não são as saudades
Das viagens com a cara nas janelas;
Dos velhos com seus chapéus
E as senhoras de falas simples.

E quantas não são as saudades
Dos asfaltos entre as montanhas;
Das estradas de terra batida
E das curvas dos rios e córregos.
E quantas não são as saudades,
Do cheiro fresco e dos pastos,
Que entre as cercas farpadas
Pastavam mansamente os gados.

E quantas não são as saudades,
Das paradas entre as cidadezinhas
Com suas ruas, praças e igrejas.

E quantas não são as saudades,
Dos dias quentes do Vale do Rio Doce.
Das longas viagens e baldeações
De Ipatinga à Fernandes Tourinho.

E quantas não são as saudades
Dos meus avós, que do banco da rua,
Me esperavam entre abraços, sorrisos,
Da fraterna benção angelical.

E quantas não são as saudades,
Que se perdem em versos simples,
Sem estruturas e rimas pensadas.
São saudades dos tempos de criança.


(Eber Fonseca)

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